Essa semana estamos presenciando um dos casos mais divulgados dos últimos tempos.
Certo é que, de tempos em tempos aparecem casos célebres, mormente pelo meio cruel que ocorrem, r o caso Isabela se enquadra neste perfil.
Casos assim, devem ser analisados com muita cautela, pois, em virtude das inúmeras notícias veiculadas pela mídia - muitas vezes sem o devido enfrentamento técnico - acabamos por nos deixar influenciar, de tal sorte que firmamos nosso convencimento antes mesmo do início do julgamento.
No caso em tela, o julgamento está em andamento, com inúmeras oitivas, provas perícias sendo apresentadas e analisadas e com as devidas manifestações das partes.
Entretanto, dentro deste cenário, que é para nós, profissionais do Direito, conhecido, hoje presenciei e lamentei um fato ocorrido: a agressão suportada pelo dr. Podval, que retornava de seu merecido almoço, quando fora indevidamente ofendido e agredido - é o que se noticiou - por um cidadão, que deveria estar trabalhando, como o estava o dr. Podval.
Esta ocorrência foi um absurdo. Será que aquele que está sendo acusado de ser autor de crime hediondo não pode ter seu próprio defensor?
Aí é que esta o "x" da questão. Neste país não nos preocupamos com os outros, pois nos ocupamos olhando sempre para nosso próprio umbigo. Certo é que, todos - em uma situação extrema como a do caso em tela - teríamos nosso próprio advogado, para que fossemos defendidos com unhas e dentes, então indago: Porque não dar este Direito Constitucionalmente garantido aos acusados? A resposta é simples: Porque não somos nós os acusados, porque se fossemos.....
Ademais, temos que ressaltar que advogar não é praticar crime algum, muito pelo contrário, advogar é exercer uma função primordial para a Administração da Justiça.
Sendo assim, deixem o dr. Podval trabalhar, como diria o ditado: "Se não for ajudar, não atrapalhe", pois amanhã o acusado poderá ser um de nós.
quarta-feira, 24 de março de 2010
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